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Gwan Gung
Em muitas academias de Kung Fu, podemos encontrar um santuário com a imagem de um guerreiro com rosto vermelho e barbas negras, empunhando uma longa arma cortante. É um personagem chinês histórico, tido como guardião espiritual dos ensinamentos sagrados (Dharma) e venerado como protetor em tradições budistas e taoístas. Na China, é chamado segundo o dialeto mandarim de Guān Yu (關羽), Guān Gōng (關公 - Senhor Guan) ou Guān Dì (關帝 - Imperador Guan). No budismo, é conhecido como Qié Lán Púsà (伽蓝菩萨 - Bodhisattva Sangharama).
Sua história é cercada de lendas e contos fantásticos. O fato é que foi um dos generais mais respeitados da China. É dito que Gwan Gung viveu entre os anos 160 e 219, na época do Senhor Liu Bei (Dinastia Han do Leste) e participou nas lutas que estabeleceram o Reinado de Shu. Suas histórias estão relatadas nos escritos “Romance dos Três Reinos”..
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É tido como uma deidade em várias tradições religiosas, abençoando aqueles que são leais e seguem um código de honra. Sua nobreza de caráter e espírito de justiça são representados no vermelho de sua face, que simboliza o elemento fogo. Em Macau e sudeste asiático, ele assume um poder de deidade vinculado à cura e saúde. No Taoísmo, é reverenciado como um protetor que subjuga demônios. Nos departamentos de polícia de Hong Kong, existem pequenos santuários dedicados a ele.
A longa arma que empunha, o GuanDao (Gwan Dou, 關刀), consiste num bastão com uma pesada lâmina com argolas em um dos lados e uma ponta perfurante no outro. É dito que pesava 50 kg e que emitia vibrações com a aproximação de perigo (parecido com as anteninhas de vinil do Chapolin Colorado). Tradicionalmente, as técnicas com essa arma são ensinadas somente aos alunos mais antigos e experientes.
Marco Moura
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